(revisões)
Eu quero ir para um lugar
Aonde eu aprenda
A não me comunicar
Quero um silêncio
Que não me escute
que não me lembre
nem que me engane
que me seja apenas
não se faça
de desconhecida
a situação foi
gerada e concebida
pela sua estadia
em um instante
de distração
atrativa
não me venha
não dizer
que tem
nada com isso
que com nada
sempre teve
disso eu sempre
sei disse
não me olhe
para outro lado
ou me destoque
em um estocado
sou passado tanto
quanto o presente
seu ali do lado
não me finja
nem me arrisque
não se risca
fico com afinco
sou o risco não me ri
nem me rio do teu riso
seco-me de tanto afogar
em teu riso
não sou sombra
nem holograma
nem estêncil
nem desenho
portanto
o importante
que não
me projete
em um
muro
em um
quadro
em um
guardanapo
e bote
numa estante
e me esqueça
ali
por alguns
infinistantes
Em meus pensamentos
Te trago
Te bebo
Te sugo
Te sufoco
E enfim
Te amo
Em teus sentimentos
me esqueço
A árvore marginal
Do rio
Enfeitada
Como se fosse natal
(mas é páscoa)
Em vez de bolas
Pneus
E sacolas
No céu uma nuvem
Desgarrada
Reclama
Sua privacidade
me acusa
se acusa
nos acusa
a acusação
é a causa
disso tudo
desdá nosso nó(s)
eu pra cá
você pra lá
re(s)tos e firmes
me assusta a grande dança d'uma mudança diária do nada
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
sou passageiro de um trem fantasma
sou passageiro de um trem
fantasma fantasiado
de brevidade orválhica
sou mero
sou efêmero
só passo
passageiro
de um trem fantasma
em um dia
minha estádia
se resume
em suma
de instantes
instantâneos
feito de penas de chumbo
que somem com o respirar
de uma formiga asmática
você vê meu deslocamento
enquanto vejo você ficar em minha frente
de olhos espelhados contemplativos
sou vapor
movido a vácuo
sou sombra
de um vírus
duro
tento durar
o máximo
um instantinho
sou passageiro
em mim mesmo
você na minha frente
e um trem
que não se movimenta
me vejo distanciar
fantasma
orvalho
asmática
estádia
vácuo
vírus
mim
a preocupação
disso
é o instante
em que
me des
mancho
toda
a pintura
que rabisco
com nuvens
brancas
de sua íris
nada disso importa
mais
do que
a folha que não cai nunca
dum banco que sentamos
e falamos
sobre
o canto
das bocas
que são
sujos
e ocultos
e nesse instante
me desmancho
fantasma fantasiado
de brevidade orválhica
sou mero
sou efêmero
só passo
passageiro
de um trem fantasma
em um dia
minha estádia
se resume
em suma
de instantes
instantâneos
feito de penas de chumbo
que somem com o respirar
de uma formiga asmática
você vê meu deslocamento
enquanto vejo você ficar em minha frente
de olhos espelhados contemplativos
sou vapor
movido a vácuo
sou sombra
de um vírus
duro
tento durar
o máximo
um instantinho
sou passageiro
em mim mesmo
você na minha frente
e um trem
que não se movimenta
me vejo distanciar
fantasma
orvalho
asmática
estádia
vácuo
vírus
mim
a preocupação
disso
é o instante
em que
me des
mancho
toda
a pintura
que rabisco
com nuvens
brancas
de sua íris
nada disso importa
mais
do que
a folha que não cai nunca
dum banco que sentamos
e falamos
sobre
o canto
das bocas
que são
sujos
e ocultos
e nesse instante
me desmancho
segunda-feira, 30 de julho de 2007
longe de mim querer ser um qualquem eu
não posso te tirar do teu tempo
( nem da tua vestimenta )
então faço um passatempo
tentando passear em mim mesmo
me diz, traio com minha vida alheia?
me faço um outro qualquem
brincando de mãos uma em cada bolso
só para esquecer o tempo que me passa
no osso é que se passa nosso tempo
( sem a sua vestimenta )
enfim você destempea de mim
e me acho entre os ponteiros
sobrepostos
Desiluminações cortam meu rosto
Em abertura convergente ainda
As sombras se arrastam pelo o asfalto frio
Que orvalho não chorou nas folhas
Entreabertas entre si
Passos lentos movimentam
Nem e nem em por isso saem do lugar
Frutas prontas para serem deglutidas
( nisso não consta ser degustadas)
Durante o decorrer do dia
Por qualquer estranho que se encantar
Bassouras ainda não varram a passagem
Dos rios que vão brotando
Em cada portal de metal que se aborrece
Acordadas por mãos não agradecidas
Pela segurança obtida no silêncio total
Da noite que passou em seguida
Tramas folhasombreadas não se formaram ainda
Nem me importo com isso
Não se girasolaram o suficiente para verem as coisas
Por debaixo da saia
Mas nem por isso a tenda não se estendeu por completa
E guardou um pouco de poeresia
Para a manhã de amanhã
Nuvens só as que se deslocam de meu bulbo
Ao meu córtex central
Nada mais
Nada a menos
Só umas coisas demais
Que são de menos
a linha reta
não me acerta
viro na curva
me dou de frente
comigo)m(esmo
sem medo
me contorço
me cutuco
até desdizer
os passos
que deixei
para frente
nem tudo que faço é poesia
mas toda poesia que faço
não é tudo que dev)er(ia
segunda-feira, 23 de julho de 2007
particulamente partido em nenhuma parte
não se faça
de desconhecida
a situação foi
gerada e concebida
pela sua estadia
em um instante
de distração
não me venha
não dizer
que tem
nada com isso
que com nada
sempre teve
disso eu sempre
sei
não me olhe
para outro lado
ou me destoque
em um estocado
sou passado tanto
quanto o presente
seu
não me finja
nem me arrisque
sou louça negra
que se risca
e sei que seu giz
não se risca
fico com afinco
pois o risco não me ri
nem me rio do teu riso
seco
não sou sombra
nem holograma
nem estêncil
nem desenho
portanto
o importante
que não
me projete
em um
muro
em um
quadro
em um
guardanapo
e bote
numa estante
e me esqueça
ali
por alguns
instantes
de desconhecida
a situação foi
gerada e concebida
pela sua estadia
em um instante
de distração
não me venha
não dizer
que tem
nada com isso
que com nada
sempre teve
disso eu sempre
sei
não me olhe
para outro lado
ou me destoque
em um estocado
sou passado tanto
quanto o presente
seu
não me finja
nem me arrisque
sou louça negra
que se risca
e sei que seu giz
não se risca
fico com afinco
pois o risco não me ri
nem me rio do teu riso
seco
não sou sombra
nem holograma
nem estêncil
nem desenho
portanto
o importante
que não
me projete
em um
muro
em um
quadro
em um
guardanapo
e bote
numa estante
e me esqueça
ali
por alguns
instantes
quarta-feira, 11 de julho de 2007
dêe forêmea aeleguma dêigo qcomsomdeckê eagudo bêom vírgulaouôú quêue eessetêeja perreonto poênetoparentêseasteriscêoparentêse
o sonho manhoso
malacabado veio
me descontar – falta
lhe algumas partes sim
assim se partiu
quando ao pé do
olhouvido descuidadosamente
bem autinho para
não me calar para
nãcordar me que
não credita mais
em mim assimesmo vaindo
desleixiado virei me mal dito dei
de cara com o cujodito cordei-o envolta
volveando-o pescoço quebrei-mhe no
crânio o travesseiro de chumas não
me não alembro demaisiadamente nada
e mesmo-esmo
assim sim sou
in
feliz-felizmente
Cameramão e as unhas de nona
Ao mote ensaicenado
Das falas amentoadas
Das princesas defumadas
Da cameramão
Luz para todos os lados
As palavras quase enfiadas
Abaixo das ditas línguas
A faixa de listras vencidas
De números não registrados
Com uma ingementira tira
Da língua sinta-liga abaixo
Do bulbo e o bolso ruptura
A cencussão distral se acha
Seria do disnheiro utacado
Para alertar as sessas nonhoras
Das sariculosidades dos pelões
Cumeiros priidados a todas nonas
Assim cumpre sua soção funcial
Cabeça no desvesseiro e tracansa
no achar que devia
me achar achei
sobre quadros não
quadrados poeiraesia deiperxadida
d’antes me perdia
por
dia em curvas retangulares ângulos
centrais ruas centrionais e pensamentos
oblígados ah chiava sim sem ter
se
tinha que achiar sobre achados
me fui perdendo pendurei
o achar aí achei que chiar
era o achado perdido perdi
mesmo para parar de achar chiando
(*)de forma alguma digo que é bom ,/ou que esteja pronto.(*)
malacabado veio
me descontar – falta
lhe algumas partes sim
assim se partiu
quando ao pé do
olhouvido descuidadosamente
bem autinho para
não me calar para
nãcordar me que
não credita mais
em mim assimesmo vaindo
desleixiado virei me mal dito dei
de cara com o cujodito cordei-o envolta
volveando-o pescoço quebrei-mhe no
crânio o travesseiro de chumas não
me não alembro demaisiadamente nada
e mesmo-esmo
assim sim sou
in
feliz-felizmente
Cameramão e as unhas de nona
Ao mote ensaicenado
Das falas amentoadas
Das princesas defumadas
Da cameramão
Luz para todos os lados
As palavras quase enfiadas
Abaixo das ditas línguas
A faixa de listras vencidas
De números não registrados
Com uma ingementira tira
Da língua sinta-liga abaixo
Do bulbo e o bolso ruptura
A cencussão distral se acha
Seria do disnheiro utacado
Para alertar as sessas nonhoras
Das sariculosidades dos pelões
Cumeiros priidados a todas nonas
Assim cumpre sua soção funcial
Cabeça no desvesseiro e tracansa
no achar que devia
me achar achei
sobre quadros não
quadrados poeiraesia deiperxadida
d’antes me perdia
por
dia em curvas retangulares ângulos
centrais ruas centrionais e pensamentos
oblígados ah chiava sim sem ter
se
tinha que achiar sobre achados
me fui perdendo pendurei
o achar aí achei que chiar
era o achado perdido perdi
mesmo para parar de achar chiando
(*)de forma alguma digo que é bom ,/ou que esteja pronto.(*)
sexta-feira, 29 de junho de 2007
A única coisa que me atrai é o impossível e vôo mesmo sendo um pássaro de uma asa só
a minha porta se abre
e enfim um corredor
mais pra frente duas portas
e a luz se acende
uma escada ascende
a outra depende
a esquerda o elevador
quando a preguiça
ataca meu dedo que aciona
no contrário
desço mesmo pela escada
na minha frente o elevador
quando a preguiça ataca
meus pés cansam de descansar
de um lado carros
do outro também
mas por falta de escolha
escolho a direita e saio
no fim este poema
se acaba na rua
pela falta do que fa(la/ze)r
---------------------------------------------------
vi ali
num trincado do chão
de que era feito
muito antigamente
o outro chão
que se esgueira
e vi também
uma plantinha que
se nascia
para morrer
e da pedra
que se acomodava
com qualquer buraco
vi uma largata
que se tinha
cansado
de casar
e lá estava
em um desca(n)sar
infinimuito
quando cansei de ver
abri os olhos
-----------------------------------------
riscando o céu
como lápis com régua
os fios crescem
desenfreadamente
por onde querem
e bem entendem
empurrando o chão
como mão com pá
as raízes descem
organizadamente
por onde podem
e nem entendem
“to aqui pensando
que se pensar demais
às vezes
não faz mal”
sou um pássaro de uma asa só
e vôo por aí
e não sei passar
não sei ser passado
e almejo a única flor
que não nasce do chão
não tem pétala
ramos
ou folhas
quando me vi
estava a amar
as nuvens
que se iam
e enfim um corredor
mais pra frente duas portas
e a luz se acende
uma escada ascende
a outra depende
a esquerda o elevador
quando a preguiça
ataca meu dedo que aciona
no contrário
desço mesmo pela escada
na minha frente o elevador
quando a preguiça ataca
meus pés cansam de descansar
de um lado carros
do outro também
mas por falta de escolha
escolho a direita e saio
no fim este poema
se acaba na rua
pela falta do que fa(la/ze)r
---------------------------------------------------
vi ali
num trincado do chão
de que era feito
muito antigamente
o outro chão
que se esgueira
e vi também
uma plantinha que
se nascia
para morrer
e da pedra
que se acomodava
com qualquer buraco
vi uma largata
que se tinha
cansado
de casar
e lá estava
em um desca(n)sar
infinimuito
quando cansei de ver
abri os olhos
-----------------------------------------
riscando o céu
como lápis com régua
os fios crescem
desenfreadamente
por onde querem
e bem entendem
empurrando o chão
como mão com pá
as raízes descem
organizadamente
por onde podem
e nem entendem
“to aqui pensando
que se pensar demais
às vezes
não faz mal”
sou um pássaro de uma asa só
e vôo por aí
e não sei passar
não sei ser passado
e almejo a única flor
que não nasce do chão
não tem pétala
ramos
ou folhas
quando me vi
estava a amar
as nuvens
que se iam
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Pergunto me: se seria como se fosse...
Um pé após o outro
um ao encontro do outro
o chão
momento reflexivo
prostrada em descanso forçado
junto do chão
a dúvida no coração
quantos pessoas será que viram?
Até que levante
Já teriam dito coitado?
Ainda no chão
As pedras me sentem
O tempo quanto já passou?
"A maioria das pessoas que me odeiam são míopes..."
me acusa
se acusa
e acusa
a acusação
é causa
A falta de comunicação
A unificação de dois silêncios
O intervalo
A vala que nos separa
Como duas árvores
Que se vêem morrer de sede
E se cedem por amor
Não um por um
Mas por qualquer um
Que seja capaz de sentir dor
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