E quando se viu
Se fez acompanhado
Tudo o que não era seu
Lhe possuía
Se embrenhava em si mesmo
Perceber era duro
Mais doloroso se perdoar
A morte enigmopoesia
A vida contraposição retida
Se tinha quando menos entendia
E se perdia no entender
Quando falava dava de cara com a verdade
Por isso, lia
A música permeava pelo ( seu ) silêncio
Sempre à procura do perfeito
Por isso nunca iria se amar
Quando os pensamentos
Subtraírem de seus tormentos
Lhe restará em si mesmo
*
A luta contra si mesmo
Luta travada
Dia após dia
Engolir palavras
Dizer o que não se dizia
A luta contra si mesmo
que quando se acorda
E se dorme
No sonho presente
A batalha incansável
De se negar
Se modelar sendo
O próprio barro
Ser a tinta
Que se pinta
Lutar contra si mesmo
Luta travada
dia após dia
o que vir a ser
não sei bem
só o que não posso
é continuar a ser ninalguém
a minha mente abisanimada
deselegância de não
se entender
e quando se imagina transmudado
se vê revelado
o segredo , sua sina
negar se sempre
e ser se sempre o mesmo
o mesmo ser sempre de se ser
*
nada me parece tão justo, quanto aquilo que me dest´rói
os meus erros me fazem para de pensar,
e penso
agora meus acertos se desfizera, em meu erros e errar é tão comum...
acredito no acso e no caos acredito tanto neles como na minha existência
e como no que me faz existir
sou feito de erros minha arte sempre girou em torno disso aproveito como aproveitam de mim
concluo
sou um erro e feito deles assim como minha arte
faço isso rumo e desrumo nego e acredito
O CA OS
A CA SO
O CA SO
Nada pode ser mais sincero do que o errro
Nada pode ser maiNada Nada pode ser mais sincero do que o errro
pode ser mais sincero do que o errro
s sincero do que o erNada pode ser mais sincero do que o errro
roNada pode ser mais sincerNada pode ser mais sincero do que o errro
o do que o errrong>Nada pode ser mais sincero do que o errro
Nada pode ser mais sincero do que o errro
Nada pode ser mais sincero do que oNada pode ser mais sincero do que o errro
errro
O QUE NâO PODE SER MAIS SINCERO DO QUE O ERRO???
Por isso erro e odeio ser sincero
pois sei:
SINCERIDADE DEMAIS MATA
SINCERIDADE DEMAIS MATA
SINCERIDADE DEMAIS MATA
MESMO SABENDO DISSO MORRO TODOS OS SANTOS E NÃO SANTOS DIAS
MORRO POIS AMO MORRER DIAS APÓS DIAS
NASÇO E MORRO
POIS SEI
QUE NADA PODE SER MAIS SINCERO DO QUE O ERRO
E SINCERIDADE DEMAIS MATA
por isso morro
e vivo
e sou eu
sexta-feira, 27 de abril de 2007
sábado, 21 de abril de 2007
Minhas paLarvas ainda hão de ser BorboLetras Silenciosas e EnCantadoras...
quarta-feira, 11 de abril de 2007
A mãoquina de De(s/x)crever
"A minha menor parte não está em mim
tudo o que sou é absolutamente NADA
contudo isso sou e faço parte de algo ou menos talvez,
realmente não faça parte de nada
minha partícula diminuta não é o quadrado nem o círculo nem o triângulo e sim o silêncio precedido da batida do meu
CORAÇÃO
(em pedaços)."
uma abelha pousa
no bran(c/d)o papel
que repousa em minha máquinabeça
o despertar repentino
é inevitável
o disparate
da minha mãonte
se transmuta
numa }^{`P=- 9 778 98 }^{`[9
EXPLOSÃO TIPOGRÁFICA!!! a
987 987 9 987 9 78978 9 7 trfgdgh kuuio ?:{ ~[}~_0
oiEH io ]
oih eheo }
~{`)_+) 32 4 b3 te hr j6 97
Nada que se conslida
é luz
e tudo
na escuridão
é igual
todoreal
é LUZ
e a luz
há em tudo
fios de luz
me atravessam
os que filtro
s(ão/ou) EU
...
Obs.: textos foram criados por vômitos verbais na frente duma máquina de escrever, recém adquirida(ganhada).
tudo o que sou é absolutamente NADA
contudo isso sou e faço parte de algo ou menos talvez,
realmente não faça parte de nada
minha partícula diminuta não é o quadrado nem o círculo nem o triângulo e sim o silêncio precedido da batida do meu
CORAÇÃO
(em pedaços)."
uma abelha pousa
no bran(c/d)o papel
que repousa em minha máquinabeça
o despertar repentino
é inevitável
o disparate
da minha mãonte
se transmuta
numa }^{`P=- 9 778 98 }^{`[9
EXPLOSÃO TIPOGRÁFICA!!! a
987 987 9 987 9 78978 9 7 trfgdgh kuuio ?:{ ~[}~_0
oiEH io ]
oih eheo }
~{`)_+) 32 4 b3 te hr j6 97
Nada que se conslida
é luz
e tudo
na escuridão
é igual
todoreal
é LUZ
e a luz
há em tudo
fios de luz
me atravessam
os que filtro
s(ão/ou) EU
...
Obs.: textos foram criados por vômitos verbais na frente duma máquina de escrever, recém adquirida(ganhada).
domingo, 25 de março de 2007
Aonde só se restava
Anima
se transfigurando
...........em engano
.........em encontro
ser duo
luta corp
............oral
busca inso
lente o antropo
...................fagar
incansável busca
pelo o ou
.............tr'eu
me pergunto
............o quem sou
te acho
.......a pro
...............curar-se
num lugar
.........aonde só se restava
ecoa o silên
................cio
reverberiz
.............ando
a vida
ultra-térina
A prisão corp
..................oral
o lento sono
se eternizando
abrir os olhos
.................sonhar
indefinição lógica virtual
...............busca insolente
...............regresso materno
encontrar em nossa criança
na envelhecida
Suspendo o real
com meu vazio
que me existe
Obs.:Poema criado para fotos de Alsk
link: http://www.lonjuraintima.blogspot.com/
Com alguns retoques dele no poema também.
se transfigurando
...........em engano
.........em encontro
ser duo
luta corp
............oral
busca inso
lente o antropo
...................fagar
incansável busca
pelo o ou
.............tr'eu
me pergunto
............o quem sou
te acho
.......a pro
...............curar-se
num lugar
.........aonde só se restava
ecoa o silên
................cio
reverberiz
.............ando
a vida
ultra-térina
A prisão corp
..................oral
o lento sono
se eternizando
abrir os olhos
.................sonhar
indefinição lógica virtual
...............busca insolente
...............regresso materno
encontrar em nossa criança
na envelhecida
Suspendo o real
com meu vazio
que me existe
Obs.:Poema criado para fotos de Alsk
link: http://www.lonjuraintima.blogspot.com/
Com alguns retoques dele no poema também.
Tenho te tido, erro, dito , o que há de mais errado ocutar o silêncio ou dizer-lo com todas as palavras?

Reconhcer o processo de anulamento de um objeto pelo outro, é simplesmente a coisa mais fácil de se fazer.Se vê na cara,ao resumir palavras.As palavras frêmulas se dizendo dos lábios mais trêmulos ainda.O negar direção de outrolhares.O esquivo em direção ao nada.Para que mais palavras? Devo ousar dizer o meu silêncio com simples palavras?Um simples eu te entendo basta.Já passei por isso, e ainda dizem que o que passou passou, malditos ,ilusionistas, enganadores, confabuladores de lendas.Mas por que se importar?Já vivi isso, e estou vivo...ou nem tanto...Um dia todos sentimentos se desfazem e somos obrigados a nos largar deles, como uma mudança, ou deixar no lixo, ou no armário, no fundo escondido, se tem um fundo falso, como o dos meus olhos, melhor ainda,ou ainda deixar no vizinho, quem sabe ele não se interessa por velhos sentimentos já (re)sentidos?Ingenuidade minha?Talvez.
Mas isso tudo é completamento rídiculo, em todo bom sentido.E mesmo assim continuo a fazer.Instinto sadomasoquista ou simples esperança?
Caso falte alguma palavra no meio do texto não se importe, tenho um leve sentimento que sou disléxico.
sexta-feira, 23 de março de 2007
O velho balanço da Fazenda Lembrança

A casa d'árvore / o velho balanço / minha lembrança se relembrando
Vale lembrar
que o esquecimento
que é a nossa verdadeira
(des)memória
O meu passado se desfazendo
em algumas toneladas de concreto
o velho balanço
a piscina vazia
e uma rã lá dentro
caída
o que fazer não sei
esperar o fragor
d'água
sumir
tudo que me lembra
o doce ar ingênuo infantil
o lodo
e o pneu(motorax)
o cair
a cicatriz
por um triz
não se conflagrando
a paz dando lugar
a um muro se levantando
a moradia
e as pessoas
se acoplando
a meu resquício de lugar
a minha casa
psique transfigurada no sono
pois hoje morri
senti ciúmes
e desejos
oníricos
e minha atitude foi acordar
escutar strauss
e desvouvir os pássaros-gaiolas
cantarem
o vazio que sentem
o canto do silêncio
de não
poder mais
bater as asas
deixar sua casa
devasso
o pomar
o amor
tudo que era dantes
colhido
agora
recolhido
em prateleiras
enfileiradas
selo de garantia
um fio de luz se revela
rios de teias
atravessam
as pontes do vazio-ar
sustentadores
de moléculas
armadilhas do invisível
do irreparável
a pavimentação
o avanço
acredite
se quiser
parou
porque no meio
tem uma árvore
velha e sem frutos
o corguinho
já desgastado
e com sua rota alterada
ainda insiste
em existir
não creio que dure mais do que
minha ilustre
vida efêmera
e repentina
a bicicleta dos anos 60
a gaiola prendendo os cantos de silêncio
a mesa
as fotos
os fatos
as teias
as telhas
as armas de meu tatatatatarávo
e a incerteza
se ainda vou
ver aquilo
continuar reunido
no seu desunir
Nada mais que lembranças
um viver
que não volta mais
agora
registrado
pelo inconsciente
não sei se ainda sentirei de novo
tudo que senti hoje
sábado, 17 de março de 2007
Deste ruído se tira o son-ho,nocivo e morto,o eco e oco,lugar vulgar...

"Um dia desses"
Que lindo
.........dia esse
..........feito um
dia desse
que o chão
..........de terra suja
..........suja a rua
de terra limpa
e no chão de barro
...........o barro esbarrando
nas barras
esbarradas no barro
..........que barra
a passagem
da água...
e nessa mesma água
que leva mágoa
............óleo
que se pega nos poços
..................rotos
no fundo dos corpos
................toscos
ou de um corpo sem
................ossos
com olhos de caroços
assados em fornos
...........sem direito a socorro
...........que perde-se nos poços
de um corpo
...........sem osso
ou sem caroço
.............e a água
.............e o barro
e o corpo
no fundo ainda
............dançam
.........no poço....
------------------//------------------
"Viworto"
Caso eu morra
Mate-me!
Para não restar
Dúvida!
Que minha alma
Divida
Em duas partes
------------------//------------------
A solidão é uma
....Benção
Poucos têm um
....Tempo
De entender o próprio
...Silêncio
------------------//------------------
"Um Risco de Lápis na Lápide "
Lapido minha lápide
Ao decorrer da vida
Pois depois que morrer
Alguém é capaz de escrever
Alguma daquelas hipocrisias
...
Grafito na minha lápide
Ao escorrer de minha vida
Pois depois que eu morrer
(Algum filhodap*ta)
Ainda deve escrever
Alguma dessas putas mentiras...
------------------//------------------
"O Infante Poeta Infame"
Não tenho um bom nome de poeta
Não tenho bom nascido de poeta
Não tenho dom
Não tenho bens
Não tenho tempo
De ser o melhor poeta, jamais visto.
Mas poeta assim mesmo, serei.
Poeta fajuto, sem terno, sem métrica.
Poeta do cerrado, meio seco, isolado.
Poeta latino, depois descoberto, depois lido.
E meus escritos, não sei se consagraram-se
Não sei de nada do futuro meu, do mundo.
Mas mesmo com todas incertezas sofridas
Por tantas gerações mundanas, assim mesmo mudo, serei.
Se minha arte chegará ao fim dos tempos,
Se minhas palavras, visões, sentimentos,
Se eternizarem entre tantos escritos aos quatro ventos,
Se minha vinda a este plano for reduzido a um poema
Como poeta para eu já basta.
Para eu que não tenho bom nome
Para eu que não tenho bom nascido
Que não tenho dom
Que não tenho bens
Que não tenho tempo
De ser o melhor poeta, jamais visto.
Como poeta somente isso, basta.
------------------//------------------
Todos momentos estão sua frente
Além do espelho que te cega e segui
Tudo que transporta sentimento te vê
Aquém você vê sentimento atrás porta
Atribuir coisas desconhecidas culpa
Acentuar que existencial não existe
Ter referência através que insiste
Sentir alma tocar coração sem sentir
Trazer tona tudo que não significa nada
Ver que símbolos remetem si mesmo
Obrigar todos obrigados serem sinceros
queria dizer: até tédio
e mal só dito: bem vindo.
“Nesta parede nada contém além de um aquém alguém.”
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